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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
 Leach, 1820
Subfamília: Anatinae
 Leach, 1820
Espécie: N. erythrophthalma

Nome Científico

Netta erythrophthalma
(Wied, 1833)

Nome em Inglês

Southern Pochard


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Paturi-preta

A Paturi-preta é um Anseriforme da família Anatidae.

Seu nome significa: do (grego) nëtta = pato; e do (grego) eruthros = vermelho; e ophthalmos = olhos. ⇒ (pato de olhos vermelhos). Característica bastante interessante da espécie, a qual lhe denomina, são seus olhos vermelhos.

Características

Possui 43 centímetros. De cor marrom bem escura, de bico azulado, asas com uma larga faixa branca, visível apenas em vôo, seus olhos são vermelhos ou amarelos. O dimorfismo sexual quanto ao colorido é pouco pronunciado. O macho é muito escuro, com olho bem vermelho, cabeça,pescoço e peito preto-acastanhado reluzente. A fêmea é menos escura, com olho marrom e chamativo padrão facial branco. A vocalização do macho e da fêmea é distinta devido ao aparelho fonador diferente dos sexos.

Alimentação

Alimenta-se mergulhando de corpo inteiro ou só a cabeça. Busca alimento também na superfície da água. Come pequenas sementes e folhas, vermes e larvas de insetos.

Reprodução

Faz o ninho de junco e gramíneas, colocando de 5 a 9 ovos de cor creme. Os filhotes são cor de fuligem e logo que saem dos ovos, nadam atrás da mãe.

Hábitos

Vive em áreas úmidas, comumente em lagos e lagoas. É uma ave sociável que pode ocorrer em grandes concentrações. Observa-se enormes bandos voando ou aquecendo-se ao sol à beira de uma represa, que defendem-se mergulhando, sobretudo, quando a água está crispada pelo vento.

Distribuição Geográfica

Ocorre na faixa litorânea e em águas interiores do nordeste e leste do Brasil: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás. Atinge também, localmente, da Colômbia e Venezuela ao Chile e Argentina. Bastante rara no sudeste do Brasil, é fácil de ser observada no Ceará e Rio Grande do Norte, onde é muito comum.

Referências

Galeria de Fotos